Atividade II História EJA VII
Formação das Monarquias Nacionais[1]
O
processo de formação das monarquias nacionais europeias remonta uma série de
mudanças que se iniciaram durante a Baixa Idade Média. De fato, o processo de
consolidação das monarquias foi um dos mais evidentes sinais das transformações
que assinalavam a crise do sistema feudal e a construção do sistema
capitalista, legitimado pela nascente classe burguesa.
Entre os fatores
que contribuíram para a crise do feudalismo podemos destacar a necessidade da
nobreza em ampliar a arrecadação de dinheiro para custear os gastos públicos, o
processo de urbanização que gerou a expansão do comércio, promovendo novas
relações de trabalho, como o regime assalariado; e, principalmente, o
surgimento de uma nova camada social chamada burguesia.
No
entanto, mesmo a surgir nesse contexto de mudança, as monarquias não
simbolizavam necessariamente a crise do poder nobiliárquico. Nesse sentido, a
constituição das monarquias pode ser compreendida enquanto um processo que
conseguiu atender simultaneamente os interesses dos nobres e dos burgueses. Por
um lado, a formação das monarquias conseguiu conter as diversas revoltas
camponesas que marcaram os finais da Idade Média com a reafirmação da
propriedade feudal. Por outro, essas mesmas monarquias implantaram um processo
de padronização fiscal e monetário que atendia a demanda econômica da classe
burguesa. Por isso, podemos notar que o Estado Monárquico buscava preservar
algumas tradições medievais e criar novos mecanismos de organização política.
Nesse novo contexto, o poder local, dos senhores feudais foi suprimido em favor
da autoridade real. No entanto, os nobres ainda preservaram alguns importantes
privilégios, principalmente no que se refere à isenção no pagamento de
impostos. Somente os burgueses e a classe campesina estavam sujeitas às
cobranças de taxa.
Grande
parte dos impostos arrecadados era utilizada para organizar os exércitos
responsáveis pela contensão dos conflitos internos e a defesa dos interesses
políticos da nação contra os demais estados estrangeiros. Nesse sentido,
percebemos que a Europa moderna foi marcada por intensos conflitos aonde o
controle por territórios instalou sucessivos episódios de guerra. A partir
dessa nova demanda, exércitos permanentes foram formados sem a intervenção
personalista da classe nobiliárquica.
No
campo econômico as atividades comerciais tinham papel fundamental no enriquecimento
e consolidação da autoridade real. Por isso, diversos reis ficaram preocupados
em adotar medidas que protegessem a economia contra a entrada de produtos
estrangeiros (protecionismo) e conquistar áreas de exploração colonial,
principalmente, no continente americano. Dessa forma, podemos ver que o Estado
Absolutista teve grande papel no desenvolvimento da economia mercantil. O rei,
sendo a expressão máxima desse tipo de governo, contou não só com auxílio dos
grupos sociais burgueses e nobiliárquicos. Tendo a Europa preservado uma forte
religiosidade, foi de fundamental importância que a Igreja reafirmasse a
consolidação dessa nova autoridade por meio de justificativas ligadas à vigente
fé cristã.
Imagem
2 disponível em https://cursoenemgratuito.com.br/absolutismo-historia-enem/acesso
em 19/03/2020.
Ter
o poder absoluto significava controlar os exércitos, organizar as leis, criar
impostos, determinar e implantar a justiça, tudo que cabia ao Estado nas mãos
de uma única pessoa, o monarca.
Nesse
sentido, o rei era muitas vezes representado e idealizado como um representante
dos anseios divinos para com a Nação. Sendo esse um processo histórico que
permeou toda a Europa Ocidental, a ascensão das autoridades monárquicas foi
claramente observada entre os séculos XII e XV. Entre os principais
representantes dessa nova experiência política podemos destacar a formação das
monarquias em Portugal, na Espanha, na Inglaterra e na França. O auge desse
tipo de governo foi vivido entre os séculos XVI e XVII, mas logo foi
desestabilizado pelas críticas e revoluções liberais iniciadas no século
seguinte.
Atividade de 10 a 12
linhas.
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um resumo com base no tema Formação das
Monarquias Nacionaisde forma a relatar os pontoscomo: crises do poder nobiliárquico,revoltas camponesas eEstado Monárquico.